Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, o CEO da Pearl Abyss, Heo Jin-young, falou sobre as reclamações de alguns jogadores em relação à história de Crimson Desert.
“Tenho empatia parcial com a decepção que os usuários sentem em relação à história. Acredito que teria sido melhor se pudéssemos lidar melhor com isso”, disse Jin-young. “A equipe de desenvolvimento tentou preencher as lacunas no tempo que restava, mas, no final das contas, focamos em fortalecer a jogabilidade, que é o que fazemos de melhor.”
A maior parte das críticas sobre o jogo está centrada no protagonista, Kilff. Ele é bom em combate, exploração e quebra-cabeças, e sempre ajuda os outros, mas não se mostra um personagem adequado para um jogo que pode durar centenas de horas.
O problema, no entanto, não se limita apenas ao protagonista. A história e seus personagens como um todo não são contados de forma adequada. A narrativa se arrasta muito quando comparada com outros aspectos do jogo, que são considerados muito bons.
O mundo aberto do jogo é amplamente elogiado, sendo considerado por alguns até melhor que o de títulos como The Witcher 3 e Red Dead Redemption 2. Contudo, Crimson Desert fica muito atrás de ambos quando o assunto é a qualidade da narrativa e do desenvolvimento dos personagens.
Em outras informações passadas aos investidores, a Pearl Abyss afirmou que continuará melhorando o jogo por meio de atualizações. Essas melhorias incluem refinamentos na jogabilidade e até mesmo suporte para mods criados pela comunidade.
O estúdio também iniciou pesquisas para avaliar a viabilidade de levar o jogo para o console Switch 2. Além disso, a empresa está reconsiderando a possibilidade de adicionar um modo multiplayer, algo que já foi testado e abandonado anteriormente porque exigiria sacrificar a qualidade visual do título.
Por fim, a Pearl Abyss informou que fará um anúncio público quando Crimson Desert atingir a marca de 5 milhões de cópias vendidas no mercado.
