O recorte do Atlas da Violência 2026 sobre propostas relacionadas a armas de fogo mostra que Mato Grosso do Sul ganhou protagonismo no tema dentro da Câmara dos Deputados. Entre as 53 propostas identificadas pelo estudo como voltadas a ampliar ou facilitar o acesso legal às armas em 2025, o documento aponta concentração na atuação do deputado federal Marcos Pollon (PL).
O parlamentar aparece como autor de projetos que buscam ampliar o porte para diferentes grupos, como produtores rurais, professores, médicos, veterinários, motoristas de carga, registradores e até moradores de cidades com altos índices de homicídios. Outro parlamentar de MS citado no levantamento é o deputado federal Beto Pereira (Republicanos), autor de proposta voltada à ampliação do porte para defensores públicos.
O Atlas também mostra que a atuação de Marcos Pollon não ficou restrita à ampliação do porte. Entre as propostas listadas estão medidas para incentivar economicamente o setor, como isenção tributária para o tiro esportivo, subsídios para compra da primeira arma, criação do programa “Minha Primeira Arma”, uso do FGTS para aquisição de armamentos e benefícios para empresas ligadas ao segmento.
A Câmara Municipal rejeitou, por 15 votos a 2, a moção de repúdio de Luiza Ribeiro (PT) contra Rafael Tavares (PL), após fala do vereador sobre caminhada do ato da luta antimanicomial. Luiza acusou Tavares de tratar a mobilização como “piada”, chamar manifestantes de “desocupados” e comparar pessoas em situação de rua e dependentes químicos a “bichos”.
Na defesa da moção, Luiza disse que Tavares insultou pacientes, trabalhadores da saúde mental e participantes da caminhada. “Imunidade parlamentar não dá direito de ofender todo mundo”, afirmou, dizendo que retiraria o pedido se ele apagasse o vídeo e pedisse desculpas. Tavares rebateu que a vereadora “mente” e distorceu sua fala. Segundo ele, chamou de “piada” o ato ocorrer numa segunda de manhã, e não a pauta. Também disse que a comparação com “bicho” era uma crítica à forma como essas pessoas são tratadas.
Ana Portela (PL) defendeu Tavares e disse que vereadores têm liberdade para se manifestar nas redes sociais. Para ela, a Câmara deveria se ocupar de “problemas mais sérios”. Victor Rocha (PSDB), embora tenha votado contra a moção, criticou a fala de Tavares e defendeu a política antimanicomial. Marquinhos Trad (PV) também rejeitou a proposta, alegando que o Legislativo é espaço de divergência, não de censura. Carlão (PSB) disse que só apoiaria moções de repúdio em “casos extremos”.
Depois de uma cerimônia de posse simples na presidência da Assembleia Legislativa, o deputado estadual João César Mattogrosso (PSDB) fez questão de entrar no plenário com o pé direito. Essa é a segunda vez que o tucano assume o mandato nessa legislatura. Apesar de criticar a demora de 3 anos e meio da decisão da Justiça eleitoral, João César prefere a teoria do copo meio cheio. “Eu prefiro acreditar que a gente é sortudo sim que nada acontece se não for da vontade de Deus”, disse.
Mais uma vez o nome completo do Estado foi esquecido. Durante a abertura do 49º Congresso de Zoológicos e Aquários do Brasil, a presidente da AZAB, Mara Cristina, esqueceu do complemento “DO SUL”. Apesar do erro clássico incomodar a plateia, que murmurou entre si o “DO SUL”, a visitante não foi corrigida nem pela plateia, nem pelas autoridades que falaram na sequência.
O juiz Waldir Peixoto Barbosa, substituindo na 4ª Vara Criminal de Campo Grande, manteve a prisão do advogado Rhiad Abdulahad, um dos alvos da Operação Successione, desencadeada em novembro do ano passado e que resultou na prisão de membros da família Razuk. A alegação de que tem filho menor de 12 anos não mudou a situação do advogado. O juiz considerou que a necessidade da prisão já tinha sido analisada tanto pelo titular da vara quanto por desembargadores do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
A Câmara Municipal de Campo Grande também homenageou o ex-vereador Edil Albuquerque com a Medalha “Destaques da Década de Reconhecimento – Juvêncio César da Fonseca”. A honraria foi proposta pelo vereador André Salineiro (PL), e Edil recebeu elogios de parlamentares durante a sessão. “É um ícone da política, tive a honra de ser vereador com Edil”, afirmou Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). Edil foi eleito vereador pela primeira vez em 1997, exerceu cinco mandatos consecutivos, presidiu a Casa entre 2007 e 2008 e também ocupou o cargo de vice-prefeito de Campo Grande na gestão de Nelson Trad Filho (PSD), entre 2009 e 2012.
