27/05/2026
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Evento gratuito em Campo Grande debate lipedema

Médicas cirurgiãs, nutrólogas e nutricionistas vão falar sobre lipedema em um evento gratuito promovido pela Baps (Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética). A ação ocorre em Campo Grande e em outras capitais brasileiras no dia 13 de junho.

O encontro, chamado “Lipedema Day”, terá uma roda de conversa com as especialistas e um aulão de treino funcional. A atividade física é uma das formas de controlar a doença. O evento será realizado a partir das 8h, na Pickle Point, localizada na Rua Mar das Antilhas, 110, no Bairro Chácara Cachoeira.

Estima-se que o lipedema afete 10% das mulheres. A doença causa acúmulo de gordura nos braços e nas pernas, além de dores locais. Ela ficou mais conhecida quando a modelo Yasmin Brunet falou sobre o diagnóstico e o tratamento iniciado após sair do programa Big Brother Brasil, em 2024. A ex-participante ainda atualiza seus seguidores nas redes sociais sobre os resultados, mostrando que os cuidados são contínuos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu o lipedema como uma doença distinta apenas em 2019. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença será incluída na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) em 2027. A medida é necessária para treinar profissionais e atualizar sistemas.

A doença tem origem genética e hormonal, mas é frequentemente confundida com obesidade. Em média, as pacientes levam cerca de 10 anos até receberem o diagnóstico correto, segundo a Baps. Nesse período, recorrem a tratamentos ineficazes e sofrem impactos emocionais devido aos efeitos estéticos e à dor persistente. Enquanto isso, a doença avança.

O tratamento depende da avaliação de cada caso. Quando o quadro não responde a dietas e exercícios, uma das saídas pode ser a cirurgia. “O lipedema não tem cura, mas tem tratamento que envolve desde abordagens conservadoras como drenagem linfática e compressão, até, em estágios mais avançados, procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração especializada”, explica o cirurgião plástico Eduardo Ferro, diretor-presidente da Associação. Segundo ele, apenas essas abordagens podem oferecer alívio dos sintomas e melhora na qualidade de vida.

Sobre o autor: Redacao Central

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