
Nem todo embaçamento nos faróis do carro indica um defeito. Quando a umidade do ar está alta, o revestimento pode ficar coberto por uma névoa fina, que desaparece em pouco tempo. Porém, é preciso atenção se o farol apresentar gotas espessas o suficiente para escorrer ou líquido acumulado na base.
Gotas ou acúmulo de líquido na base do farol indicam infiltração de água. As causas para a entrada de água são variadas e nem sempre ligadas a erros de fabricação. O desgaste natural das borrachas, o fechamento incorreto das tampas após a troca de lâmpadas e pequenas trincas causadas por impactos de pedras na estrada estão entre os principais motivos.
A umidade interna prejudica o funcionamento dos faróis. Juliana Gubel, da Philips Automotiva, explica que a umidade age como um prisma, dispersando o feixe de luz de forma irregular e reduzindo a visibilidade do motorista.
Prejuízo maior nos faróis de LED
Com a popularização dos faróis de LED, o problema se tornou mais caro para o proprietário. Diferente das lâmpadas halógenas, os conjuntos de LED muitas vezes não permitem a substituição de placas individuais oxidadas. Isso obriga a troca do conjunto completo.
Além do risco de curto-circuito, a infiltração prolongada pode causar manchas irreversíveis no refletor. Em casos extremos de choque térmico, a diferença de temperatura pode levar à explosão de lâmpadas convencionais.
Caso o motorista observe gotas espessas ou líquido acumulado, é necessário remover a unidade ótica do farol para secagem em estufa. Depois, deve-se fazer a limpeza e aplicar novos selantes de poliuretano. A reportagem foi publicada originalmente no Canaltech e tem como fonte o site QuatroRodas.


