21/04/2026
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Anticiclone traz frio ao Sudeste e chuva ao Sul

Sob influência do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul, o Sudeste terá uma terça-feira de tempo firme. Há predomínio de sol, baixa nebulosidade e grande amplitude térmica no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. As instabilidades ficam concentradas no Centro-Norte do país.

No Sul, um sistema de baixa pressão começa a mudar o tempo. O cenário já se altera especialmente no Rio Grande do Sul. O oeste do estado registra aumento de nebulosidade e tem previsão de pancadas de chuva ao longo do dia.

Em Santa Catarina e no Paraná, o tempo segue estável. A previsão é de sol entre nuvens e temperaturas mais baixas durante a madrugada. Há chance de nevoeiro em áreas serranas desses estados.

Andrea Ramos, meteorologista, afirmou que um centro de baixa pressão começa a se organizar na região. Esse sistema deve ganhar força nos próximos dias, favorecendo a formação de áreas de instabilidade, primeiro no Rio Grande do Sul.

Na Região Sudeste, o dia será de céu aberto na maior parte das áreas, sem previsão de chuva. As manhãs começam mais frias, com mínimas entre 14°C e 20°C. As temperaturas sobem à tarde, favorecendo a amplitude térmica do outono.

Há possibilidade de nevoeiro isolado em áreas serranas do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais. A atuação do anticiclone mantém o tempo estável, reduzindo a formação de nuvens e favorecendo dias secos e noites mais frias.

No Centro-Oeste, predomina tempo seco em grande parte da região. Isso vale especialmente para Goiás, Distrito Federal e leste de Mato Grosso do Sul. No sul de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul, há possibilidade de pancadas isoladas no fim da tarde, associadas ao calor e à entrada de umidade.

A Região Nordeste segue com influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Isso mantém as condições para chuva no norte da região. Maranhão, norte do Piauí e Ceará devem registrar volumes mais elevados, com destaque para Fortaleza.

Ao longo do litoral, entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, a entrada de umidade do oceano favorece pancadas isoladas. Isso é mais comum em Pernambuco, Alagoas, Sergipe e na região de Salvador. No interior da Bahia, o tempo permanece quente e seco.

Na Região Norte, a combinação de calor e umidade continua favorecendo pancadas frequentes. Elas ocorrem principalmente entre a tarde e a noite. Há maior concentração de chuva no norte do Amapá, no norte do Pará e no oeste do Amazonas.

Capitais como Macapá, Belém e Palmas seguem com previsão de instabilidade. A presença da ZCIT, somada ao calor e à alta umidade, mantém as condições para pancadas mais intensas. Elas podem vir acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento, segundo a meteorologista.

Enquanto isso, um supertufão no Pacífico, chamado Sinlaku, é observado. Sistemas como esse podem sinalizar a atuação do fenômeno El Niño. Sua influência em padrões climáticos globais pode, em alguns casos, trazer mais chuva ao Sul do Brasil e calor ao Sudeste. Essas correlações são estudadas por meteorologistas para previsões de longo prazo.

Em outro desenvolvimento meteorológico, o Japão criou uma nova classificação para dias extremamente quentes. O país adotou o termo oficial ‘Cruelmente quente’ para dias com temperaturas acima de 40°C. A medida busca alertar a população sobre os riscos à saúde durante ondas de calor intenso, um fenômeno que tem se tornado mais frequente em várias partes do mundo.

Sobre o autor: Redacao Central

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