Brasileiro preso após tiroteio e atropelamento no Paraguai
O brasileiro João Rhicardo Campos Marques, de 50 anos, acusado de tentar atropelar manifestantes que bloqueavam uma estrada e trocar tiros com agentes da Polícia Nacional, continua preso em território…O brasileiro João Rhicardo Campos Marques, de 50 anos, acusado de tentar atropelar manifestantes que bloqueavam uma estrada e trocar tiros com agentes da Polícia Nacional, continua preso em território paraguaio. Segundo a imprensa do Paraguai, ele é pecuarista e tem uma empresa no centro de Capitán Bado, cidade vizinha de Coronel Sapucaia, a 396 km de Campo Grande.
A mulher de João Rhicardo, Fabíola Matias Marques, de 51 anos, também de nacionalidade brasileira, foi ouvida na sede do Ministério Público do país vizinho na manhã desta quarta-feira (29) e liberada. A Promotoria entendeu que ela não teve participação direta nos atos e apenas acompanhava o marido.
Por telefone, a promotora de Justiça Sarita Bonzi informou que João Rhicardo Marques foi acusado de tentativa de homicídio, resistência e dano ao patrimônio do Estado, por atirar na viatura da Polícia Nacional. Segundo ela, o pedido para decretação da prisão preventiva do pecuarista já foi encaminhado ao Poder Judiciário para garantir o cumprimento da lei, pois o acusado poderia deixar o território paraguaio e se esconder no Brasil. Sarita Bonzi informou que também pediu apoio de autoridades brasileiras para consultar se João Rhicardo possui antecedentes criminais em seu país de origem.
João Rhicardo foi preso no final da tarde de ontem em frente a uma escola pública, na Colônia Mariscal López, área rural de Capitán Bado. Pais de alunos da Escola San Roque bloqueavam a Rodovia PY-11 para cobrar melhorias no estabelecimento de ensino.
Natural de Naviraí, João Rhicardo conduzia uma caminhonete Toyota Hilux prata quando furou o bloqueio. Segundo o boletim de ocorrência da polícia paraguaia, além de passar pelo protesto em alta velocidade, o brasileiro teria efetuado disparos em direção à multidão usando uma pistola calibre 9 milímetros. Os manifestantes se jogaram no chão para não serem atingidos pelos tiros e pela caminhonete. Ninguém foi ferido.
Policiais saíram em perseguição à Toyota Hilux. Depois de percorrer pelo menos 5 km no encalço da caminhonete, a equipe conseguiu fechar a Hilux, mas o condutor fez novos disparos e atingiu a parte traseira da viatura. Houve troca de tiros.
Durante a fuga, o brasileiro teria disparado acidentalmente contra o próprio pé e foi obrigado a parar o veículo, que já estava com os pneus estourados por tiros disparados pelos policiais. Ele foi levado algemado para o hospital de Capitán Bado. Após receber atendimento, foi colocado sob custódia policial.
“Ele acelerou e arrastou várias motos e até os policiais. Depois efetuou os tiros, colocando em perigo todos os presentes, inclusive muitas crianças”, afirmou o comissário Francisco López em entrevista à Rádio Urundey FM.