10/06/2026
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Bruno Gagliasso: ‘Que homens são esses que não choram?

Bruno Gagliasso precisou sair de casa enquanto rodava o filme “Por um fio”. Na produção, que estreia em outubro e é baseada no livro homônimo de Drauzio Varella, o ator de 44 anos interpreta o irmão do médico, que morre de câncer. Na tela, sua atuação comove à medida que a doença avança e ele entra em um estado de tristeza. O trabalho mexeu com seu corpo — ele perdeu 24 quilos — e com sua cabeça, deixando-o mais sensível. Nem a família aguentou a situação. Bruno afirma que não sabe trabalhar de outra forma e assume que leva o personagem para casa. Por isso, diretores o definem como “intenso”.

O ator tem uma série de novos personagens em diferentes produções. Ele será líder estudantil no longa “Honestino”, previsto para estrear no segundo semestre nos cinemas. Também viverá um escravocrata moderno em “Corrida dos bichos”, que estreia em agosto na Amazon Prime. Em “Makunaíma XXI”, que chega no final do ano nos cinemas, ele interpreta uma versão branca e de olhos azuis do herói nacional. Na série “Rauls”, que estreia no fim do ano na Netflix, será um perigoso dono de construtora. Já na sétima temporada de “Impuros”, prevista para 2027 na Disney+, ele viverá um playboy traficante.

Entrevista ao GLOBO

Bruno participou do videocast “Conversa vai, conversa vem”, do GLOBO, que foi ao ar no dia 21 de maio. Na entrevista, ele falou sobre como o filme “Por um fio” mexeu com ele. “Não tinha como não ir fundo. É uma história de amor entre irmãos que mostra a fragilidade da vida. Mexeu demais comigo. Meu personagem morre de câncer, perdi amigos para a doença, que todo mundo conhece. Olhar para os meus filhos foi dolorido. Eu chorava muito. Estava insuportável. Queria abraçar e beijar eles o tempo inteiro”, disse.

O ator também comentou sobre sua forma de trabalhar. Ele diz que procura “existir e não atuar” e que leva o personagem para casa, pois não consegue separar o trabalho da vida pessoal. “Preciso ficar pensando nele 24 horas”, afirmou. Sobre a produção “Clarice vê estrelas”, seu primeiro filme no cinema, ele explicou que a obra é dedicada à sua filha Titi. “É um filme antirracista sem falar sobre racismo. Botar essa criança preta para sonhar, mexer no imaginário e não para sofrer, passar fome, tomar tiro”, disse.

Bruno também falou sobre a importância de contar a história do líder estudantil Honestino Guimarães, desaparecido político. “Se estive do lado da escória da História, também quero estar do lado certo. Honestino morreu 50 anos atrás. E a nossa luta ainda é por justiça, liberdade e democracia até hoje”, declarou. O ator comentou ainda sobre sua vaidade, seu Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDHA) e sua relação com o dinheiro, afirmando que prefere ter tempo a ter bens materiais.

Sobre o autor: Redacao Central

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