IA transforma compra de imóveis: 56,5% das construtoras usam a tecnologia

Mais da metade das incorporadoras brasileiras, 56,5%, já utiliza inteligência artificial em alguma etapa de suas operações. O principal benefício percebido é a melhora no atendimento ao cliente, relatada por 35% delas. Os dados fazem parte de um estudo da Morada.ai em parceria com BCB Inteligência e Upload e ajudam a compreender um novo perfil de comprador de imóveis, aquele que já chega bem informado no primeiro contato com o corretor.
Com o apoio de uma agente de IA, uma construtora brasileira vendeu mais de R$ 1 bilhão em imóveis pelo WhatsApp em um ano. O resultado mostrou que hoje a jornada de compra começa no celular. Antes de falar com um humano ou agendar uma visita ao imóvel, o cliente busca a tecnologia para tirar dúvidas, comparar condomínios, verificar se sua renda é compatível com o desejo e até simular financiamentos. Tudo em poucos minutos.
Esse novo perfil de comprador não é exclusivo do mercado imobiliário. Segundo a McKinsey, 71% dos consumidores esperam interações personalizadas das empresas, enquanto 76% se frustram quando isso não acontece. Já o Google observa que a jornada de compra se tornou menos linear: consumidores alternam entre pesquisas, vídeos, avaliações e diferentes canais digitais antes de tomar uma decisão.
“Com o apoio do Gemini, as consultas evoluíram de uma palavra-chave específica para perguntas mais abertas (...) As buscas no Modo IA reforçam isso: elas são, em média, três vezes mais longas, indicando um processo mais exploratório e iterativo”, diz o relatório da big tech.
O que essas análises mostram em conjunto é que rapidez, conveniência e personalização passaram a fazer parte da expectativa de compra.
A tecnologia, portanto, não reduz a importância da interação humana. Ela torna essa interação mais qualificada, tanto para o comprador quanto para o vendedor. Quando o cliente conversa com o corretor de imóveis, questões objetivas já foram resolvidas, uma série de decisões já foram tomadas e ele está mais perto de fechar negócio. O novo perfil de consumidor espera, sim, a mesma praticidade de um pedido de delivery para uma decisão muito mais complexa e emocional que é adquirir um imóvel. Cabe às empresas do setor entregar essa praticidade para serem mais competitivas.


