28/04/2026
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Juíza condena pastor a 71 anos por abusar da própria filha

Um pastor de 54 anos foi condenado a 71 anos de prisão em regime fechado por abusar sexualmente da própria filha. A violência começou em 2017, quando a menina tinha 13 anos, e se estendeu até os 21 anos. A sentença foi proferida pela juíza Adriana Lampert, da 2ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande.

O homem foi preso em abril do ano passado e permaneceu detido mesmo após pedidos de liberdade. Em um dos habeas corpus negados, a Justiça destacou o risco de aliciamento de testemunhas e de fuga para o Paraguai. O réu é natural de Ponta Porã, cidade na fronteira com o país vizinho. Segundo a vítima, o pastor enviava mensagens de texto, pessoalmente e pelo irmão dela, para tentar demovê-la de denunciar os abusos. A prisão foi considerada necessária para evitar ameaças e aliciamento.

Na sentença, a magistrada afirmou que o pastor usava sua posição de autoridade para intimidar a adolescente e controlar sua rotina. Ele monitorava a filha de forma constante, inclusive com o rastreamento do celular para acompanhar seus deslocamentos. Os abusos eram repetidos e planejados, com códigos estabelecidos pelo réu para exigir comportamentos da vítima. A situação incluiu vigilância, ameaças e pressão psicológica ao longo dos anos.

O início dos crimes ocorreu em um período de fragilidade, enquanto a mãe da vítima enfrentava um câncer. Após a morte dela, em 2021, o controle se tornou ainda mais rígido, com ameaças e episódios de agressão. Na dosimetria da pena, a juíza considerou a culpabilidade acentuada devido ao vínculo entre agressor e vítima e as circunstâncias dos crimes. A decisão também reconheceu a prática de perseguição e violência psicológica. O caso tramita em segredo de Justiça para preservar a identidade da vítima.

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