30/04/2026
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Ponte Bioceânica: faltam 21m para união Brasil-Paraguai

A construção da Ponte Internacional Bioceânica entrou em sua fase decisiva. Faltam apenas 21,60 metros para a ligação definitiva entre Brasil e Paraguai. A obra une Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai. O avanço é rápido e já há contagem regressiva para o “beijo das aduelas”, momento em que as duas extremidades da estrutura se encontram.

Nesta quinta-feira, 30, o Consórcio PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil SA, Paulitec e Construtora Cidade, concluiu mais uma etapa de concretagem sobre o Rio Paraguai. Os trabalhos seguem sob a liderança do engenheiro René Goméz e com fiscalização do MOPC, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai.

A previsão oficial permanece mantida: o encontro das estruturas deve acontecer no próximo dia 31 de maio. A data será um marco histórico para a integração física e econômica entre os dois países.

Nos últimos dias, a obra avançou mais de oito metros em pouco tempo. Agora, restam pouco mais de 21 metros para que Brasil e Paraguai estejam unidos por uma ligação rodoviária definitiva sobre o Rio Paraguai.

A Ponte Bioceânica é uma das estruturas mais estratégicas da Rota Bioceânica. Esse corredor internacional vai conectar o Brasil aos portos do norte do Chile, como Mejillones, Tocopilla, Antofagasta e Iquique. O objetivo é criar uma nova alternativa logística de acesso ao Oceano Pacífico.

A proposta do corredor é reduzir custos de transporte, encurtar o tempo de exportação e importação de mercadorias e ampliar a competitividade de produtos brasileiros e sul-americanos no mercado asiático. Porto Murtinho é a porta de entrada dessa rota no Brasil e passa a ocupar posição central nesse novo eixo continental de desenvolvimento.

Além da importância logística, a ponte também representa impacto direto no turismo, no comércio regional, na circulação de pessoas e no fortalecimento das relações culturais entre os dois países. A expectativa é que a nova conexão impulsione investimentos, gere empregos e transforme a dinâmica econômica de toda a região de fronteira.

Com a aproximação do “beijo das aduelas”, cresce a expectativa entre moradores, trabalhadores e autoridades que acompanham a obra desde o início. O encontro das estruturas será o símbolo concreto de um projeto aguardado há décadas e que agora se aproxima da realidade.

(*) Com informações de Toninho Ruiz, de Porto Murtinho.

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