Motoristas que passavam pela BR-163 enfrentaram congestionamento na manhã desta quarta-feira (13) após um caminhoneiro realizar um protesto em frente a uma praça de pedágio da rodovia. O bloqueio durou menos de 30 minutos, mas causou fila e atrasou viagens de quem seguia pelo trecho.
Entre os motoristas afetados estava o empresário Fabiano Marques, que utiliza a rodovia frequentemente a trabalho. Segundo ele, além do transtorno causado pelo protesto, o principal problema enfrentado por quem passa pela BR-163 é a falta de comunicação sobre obras e operações de pare e siga.
“Você faz uma programação de viagem, e isso atrapalha todo mundo. O problema é que não existe comunicação dos trechos que vão estar em obra. Eu me programaria para saber onde passar, mas eles não fazem. Eu não consigo andar um trecho reto, todo lugar tem parada”, relatou.
Fabiano afirma que passa pela BR-163 cerca de três vezes por semana e diz que os motoristas convivem constantemente com lentidão e interrupções ao longo da rodovia. “As vias já não são boas, mas a falta de aviso sobre as obras, os pare e siga, revoltam. O motorista ali ficou pouco tempo, mas acho que foi um protesto pelo que a gente passa aqui”, completou.
Apesar do congestionamento, o fluxo foi normalizado logo após o fim da manifestação. A reportagem entrou em contato com a Motiva Pantanal, concessionária responsável pela administração da BR-163 em Mato Grosso do Sul.
Em nota, a empresa informou que o protesto durou cerca de 10 minutos, entre 15h03 e 15h13, quando o caminhoneiro interrompeu momentaneamente o fluxo em uma praça de pedágio ao se recusar a pagar a tarifa. A concessionária afirmou que o condutor deixou o local após liberar a rodovia e reforçou que bloquear vias sem autorização é infração gravíssima prevista no CTB (Código de Trânsito Brasileiro), passível de multa, suspensão da CNH por 12 meses e remoção do veículo. Já a evasão ou recusa de pagamento em pedágios é considerada infração grave.
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