O vice-presidente, Geraldo Alckmin, se reuniu na segunda-feira com representantes do setor de atacarejo. Eles sugeriram medidas para restringir o avanço das bets, principalmente as ilegais, sobre a renda disponível para consumo.
Belmiro Gomes, CEO do Assaí e presidente do conselho da Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (Abaas), apresentou as propostas. Os membros da associação venderam R$ 370 bilhões no ano passado e apontam as plataformas de apostas e o alto endividamento como responsáveis pela fragilidade do consumo.
A apresentação feita a Alckmin se chamava “A roda da economia está travando”. O setor argumentou que o consumo se dividiu, com expansão para a alta renda e retração na classe C. Também afirmou que o Brasil concentra mais de um quinto do tráfego mundial para sites de aposta.
As propostas foram divididas em duas partes. No horizonte imediato, de 12 meses, sugerem quatro vetores de bloqueio contra bets ilegais: URL, Pix, publicidade e patrocínio cruzado. Pedem restrição firme à publicidade de cassino online e bloqueio do Pix social para CNPJs de bets.
No horizonte estrutural, de cinco a dez anos, o setor defende uma política nos moldes do tabaco. Citam que o país reduziu o tabagismo em 74% sem proibir o cigarro. Também pedem que as bets fiquem sob o Ministério da Saúde e sejam tratadas como política sanitária, com foco clínico e tratamento de ludopatia pelo SUS.
Além de Belmiro Gomes, participaram do encontro o presidente da Friboi, Renato Costa, e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Roberto Perosa.
A XP confirmou a saída de um shopping de alto luxo em São Paulo por R$ 20 milhões. A transação movimenta o mercado imobiliário da capital paulista. A informação foi divulgada pelo colunista Rennan Setti, que analisa finanças, startups e inovação.
