O Pentágono divulgou nesta sexta-feira (8) arquivos que chamou de “novos, nunca antes vistos” sobre óvnis. A medida foi apresentada como um exemplo do compromisso do departamento com a transparência, após ter expulsado jornalistas no início deste ano.
Em comunicado, o Pentágono afirmou que “nenhum outro presidente ou governo na história cumpriu esse nível de transparência sobre Fanis”, sigla para fenômenos anômalos não identificados. A coleção de arquivos está disponível no site war.gov/ufo e será divulgada de forma contínua, segundo o governo americano.
Os arquivos iniciais são imagens estáticas de baixa nitidez. Em uma delas, há um aglomerado de pontos na tela. Em outra, aparecem objetos de formato estranho. A coleção inclui cerca de 170 arquivos, como um relatório de 1947 sobre “discos voadores”, uma foto tirada da superfície lunar durante a missão Apollo 12, da Nasa, em 1969, e uma transcrição da tripulação da Apollo 17, de 1972.
O piloto da Apollo 17, Ronald Evans, relatou “algumas partículas ou fragmentos muito brilhantes, ou algo assim, que passam flutuando enquanto manobram”, segundo a transcrição. O controle da missão respondeu: “Entendido”.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que esses arquivos “escondidos atrás de classificações sigilosas, há muito tempo alimentam especulações justificadas”. O presidente Donald Trump escreveu em uma rede social que, com esses documentos, “as pessoas podem decidir por si mesmas”. A divulgação foi bem recebida pelos deputados Tim Burchett e Anna Paulina Luna, que defendem a desclassificação. Luna afirmou que um novo lote de material é esperado em cerca de 30 dias.
O astrofísico Avi Loeb, da Universidade Harvard, disse que os arquivos mostram que os Fanis “não são simplesmente uma questão de especulação ou curiosidade pública”.
Histórico do programa secreto
Em 2017, o jornal The New York Times revelou que o Pentágono mantinha um programa secreto, iniciado em 2007, que investigava episódios relatados por militares sobre encontros com objetos espaciais. Desde então, congressistas pressionam o governo para desclassificar o trabalho sobre óvnis.
