O Ministério dos Transportes aprovou o plano de outorga para uma nova concessão da Malha Oeste, ferrovia que liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP). O corredor logístico é estratégico para o escoamento da produção agropecuária e industrial de Mato Grosso do Sul. A modelagem prevê aporte de R$ 3,6 bilhões para recuperação e retomada operacional de parte da malha. Os repasses serão escalonados, com desembolsos anuais de até R$ 500 milhões.
O plano foi publicado em portaria no Diário Oficial da União nesta terça-feira (9). A concessão incluirá, além do tronco principal, a operação dos ramais que ligam Corumbá a Ladário (MS), Agente Inocêncio a Porto Esperança (MS) e Ponta Porã a Campo Grande (MS). Também está prevista a futura incorporação do ramal que conectará Três Lagoas a Aparecida do Taboado, no leste do Estado, e o Ferroanel Norte, em São Paulo.
O Campo Grande News solicitou ao ministério o detalhamento do plano, como a extensão exata da malha a ser concedida. Esses dados devem ser divulgados ainda nesta terça-feira.
Em fevereiro, durante o lançamento do ramal ferroviário da Arauco, em Inocência, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ministro dos Transportes, Renan Filho, reafirmaram a expectativa de realização do leilão em novembro. Ambos destacaram a revitalização da Malha Oeste como uma das principais iniciativas logísticas para Mato Grosso do Sul.
Atualmente, a ferrovia está sob concessão da Rumo, mas opera de forma limitada. Grande parte da malha está desativada ou sem condições adequadas de tráfego, resultado de décadas de investimentos insuficientes e deterioração da infraestrutura.
A expectativa do governo federal é que a nova concessão recupere a capacidade operacional da ferrovia, amplie o transporte de cargas e fortaleça corredores estratégicos. Os setores beneficiados incluem mineração, combustíveis e, principalmente, a cadeia da celulose, que vive forte expansão em Mato Grosso do Sul.
