O dólar voltou a fechar em queda nesta sexta-feira (8), terminou cotado a R$ 4,89 e já acumula desvalorização de 10,8% em 2026. A moeda norte-americana atingiu o menor patamar desde janeiro do ano passado, em um dia marcado pelo otimismo global nos mercados e pela repercussão de dados mais fortes que o esperado sobre o emprego nos Estados Unidos.
A Bolsa brasileira acompanhou o movimento positivo e subiu 0,53%, aos 184 mil pontos, recuperando parte das perdas registradas no pregão anterior. Investidores reagiram principalmente ao relatório do mercado de trabalho norte-americano, que mostrou criação de 115 mil vagas em abril, quase o dobro da expectativa do mercado. O resultado reforçou a percepção de que a economia dos EUA segue resistente, mesmo em meio às tensões no Oriente Médio.
Com isso, cresceu a aposta de que o Fed, o banco central norte-americano, deve manter os juros elevados por mais tempo. Ainda assim, o Brasil segue atraindo investidores por causa da diferença entre os juros brasileiros e os dos EUA. Analistas avaliam que a Selic em 14,5% continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro, ajudando tanto na valorização do real quanto na alta da Bolsa ao longo deste ano.
