SUS: governo migra dados para nuvem nacional e própria

O Ministério da Saúde começou nesta terça-feira (11) a transferência dos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma plataforma de nuvem nacional. O projeto foi feito em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
A ação, chamada de Jornada para a Nuvem Soberana do SUS, quer aumentar o controle do governo sobre a estrutura que mantém dados, sistemas e serviços digitais de saúde.
Com a mudança, o armazenamento e o processamento das informações do SUS vão ocorrer dentro do território brasileiro, seguindo apenas as leis do país. Isso inclui a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que garante os direitos dos donos dos dados no Brasil.
Segundo o Ministério da Saúde, a alteração deve melhorar o atendimento à população nos serviços do SUS. A expectativa é de mais continuidade, segurança e menos chance de falhas nos serviços.
A estrutura terá recursos de proteção como criptografia, autenticação em duas etapas, controle de quem acessa os sistemas, monitoramento, auditoria e cópias de segurança dos dados.
Etapas da migração
A primeira parte do plano inclui o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Essa estrutura de troca de informações reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde e permite que diferentes sistemas conversem entre si de forma organizada.
Neste começo, o foco é o planejamento técnico, não a mudança física dos dados. As equipes do ministério e do Serpro vão definir o modelo de trabalho, atualizar a lista dos ambientes digitais, revisar a estrutura atual e planejar a nova arquitetura.
Nas próximas fases, os outros sistemas do órgão devem passar por migração, atualização, troca ou desativação durante o novo contrato do projeto. Ainda não há data para o término da iniciativa.


